Designer cria moto movida a biodiesel

22 de fevereiro de 2010

Ao primeiro olhar a Metalback passa um impressão de agressividade e isto pode ser comprovado também devido a seu motor V4. No entanto, apesar da estética e de seu propulsor poderoso, esta máquina contém características que procuram a preservação do meio ambiente. Por exemplo, o combustível que move o V4 é o biodiesel, produzido de forma renovável através de óleos vegetais ou gorduras de animais.

Além disso, seu chassi e carenagens são feitos de alumínio reciclado. Claro, tudo ainda não passa de um projeto do designer Jordan Meadows, já premiado por conceitos de automóveis. Resta aguardar e ver se essas inovações um dia realmente irão ganhar realmente as ruas. Utilizando materiais recicláveis e o biodiesel, a máquina não agrediria tanto o meio ambiente, além de proporcionar maior autonomia para rodar.

Porsche 911 Turbo chega ao Brasil por R$ 739 mil

19 de fevereiro de 2010

A importadora oficial da Porsche para o Brasil, a Sttutgart Sportcar, anuncia hoje o início das vendas do novo 911 Turbo no país. O desejado esportivo chega com preços a partir de R$ 739 mil para a versão cupê e R$ 789 mil para a cabriolet. A marca espera comercializar 50 unidades do modelo durante 2010.

911 Turbo 2010 vem equipado com motor 3.8 com tecnologia de injeção direta de combustível (DFI). Ele desenvolve 507 cv de potência, permitindo sua aceleração de 0 a 100 km/h acontecer em 3,4 segundos. A velocidade máxima fica em 312 km/h. O consumo, segundo a marca, foi reduzido de 9,39 km/l para 10,24 km/l.

Yamaha lança quatro modelos no Brasil

10 de fevereiro de 2010

Se 2009 foi um tanto monótono para a Yamaha em terras brasileiras, a empresa começou 2010 empenhada em mudar a situação. A marca dos diapasões apresentou nesta terça-feira (2) quatro novidades aos consumidores. Depois de muita espera, os lançamentos são os seguintes: Fazer 250 2011,XJ6 N, XJ6 FCrypton 115.

Entre as motocicletas, a que mais destaca-se a XJ6, a nova naked de média cilindrada da Yamaha. A máquina chega ao país ao mesmo tempo que a FZ6 sai de linha, enquanto isso a Fazer YS250 já aparece em sua versão 2011. Concorrendo com a Honda CB 300R, a novidade recebeu profundas modificações em seu visual.

Dia Nacional do Fusca

20 de janeiro de 2010

No Brasil, 20 de janeiro é o Dia Nacional do Fusca. A data foi instituída pela Volkswagen na década de 80 e faz parte do calendário oficial de eventos da Prefeitura de São Paulo desde 1996, ano em que o modelo deixou de ser fabricado pela segunda vez. Mesmo para os que sabem a história do carro, há algumas particularidades do modelo que são conhecidas apenas por quem já teve ou dirigiu um Fusca.

Discovery 4 chega a partir de R$ 179.900

18 de janeiro de 2010

A Land Rover começa a vender o Discovery 4 no Brasil por preços que partem de R$ 179.900, valor que corresponde à versão S, equipada com motor 2.7, a diesel, de 190 cavalos. O carro entra no lugar do Discovery 3, com desenho retocado, o que inclui novos faróis com leds no lugar de lâmpadas e equipamentos ainda mais sofisticados, como o sistema de partida que dispensa chave e tela de LCD de alta resolução.

No conjunto mecânico, as novidades ficam por conta de dois motores V8, desenvolvidos em parceria com a Jaguar e que passa a ter injeção direta de gasolina. O aspirado rende 375 cavalos e o sobrealimentado por compressor, 510 cv. Ambos ficam acoplado ao sofisticado sistema de transmissão com tração integral que vem até com ajuste para cada tipo de piso.

Honda lança Civic LXL por R$ 66.405

16 de janeiro de 2010

A Honda lançou nesta quinta-feira, 14 de janeiro, o Civic LXL, que chega para preencher a lacuna entre as versões LXS e EXS. Equipado com o mesmo motor 1.8 das demais configurações, o sedã conta com itens que não são oferecidos na básica LXS, como retrovisores com repetidores de seta, sistema de som com tweeters para reprodução de agudos, volante de três raios com detalhes na cor prata e tampa do porta-malas com forração interna e abertura por comando na chave. O LXL ainda possui rodas de liga leve exclusivas, que são praticamente idênticas às do esportivo Si.

O Civic LXL também adiciona itens mais modernos em todas as outras versões. É o caso da direção com assistência elétrica (EPS), que, segundo a Honda, não rouba energia do motor e fornece maior facilidade de manobras em baixa velocidade, além de mais firmeza em velocidades altas.

O sistema de ar-condicionado também foi revisto e recebeu novo compressor, novo condensador, novas tubulações e conexões. A adição de um novo sensor de marcha lenta e a reprogramação da transmissão automática também foram algumas mudanças realizadas no sedã.

Com a chegada do LXL, a versão LXS passa a ser vendida apenas com bancos de tecido, sendo que o revestimento de couro é oferecido como opcional no LXL e de série no EXS.

Airbag duplo, freios com sistema anti-travamento (ABS), cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e piloto automático são vendidos de fábrica em todas as versões.

Confira a nova tabela de preços para a linha Civic:

LXS MT Flex – R$ 65.745

LXS AT Flex – R$ 70.830

LXL MT Flex – R$ 66.405

LXL AT Flex – R$ 71.540

LXL MT com couro Flex – R$ 68.085

LXL AT com couro Flex – R$ 73.200

EXS AT Flex – R$ 85.610

Si MT – R$ 103.650

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Fonte: Quatro Rodas

Lamborghini Murciélago LP-670-4 SuperVeloce chega ao Brasil

16 de janeiro de 2010

A importadora Platinuss anuncia a chegada de apenas uma unidade do Lamborghini Murciélago LP-670-4 SuperVeloce. O único exemplar que dsesembarcou no pais será disputado por endinheirados que estejam dispostos a desembolsar R$ 2,7 milhões pelo superesportivo. 
Apresentado no Salão de Genebra (Suíça), em março do ano passado, o carro é um dos mais agressivos já produzidos pela marca italiana. Com carroceria pintada de preto fosco e interior da mesma cor, o cupê vem equipado com motor V12 6.5, que gera 670 cavalos de potência. Segundo a montadora, sua relação peso potência é de meros 2,3 kg por cavalo. Com isso, o SuperVeloce chega aos 100 km/h em 3,2 segundos e pode atingir nada menos que 342 km/h.

Segundo Natalino Bertin Junior, presidente da Platinuss, o modelo é referência em esportividade. “Essas mudanças feitas no SuperVeloce em relação ao LP 670-4 ‘convencional’ forma uma excepcional combinação de desempenho, precisão, velocidade e estabilidade”.

Fonte: Autoesporte

Polo Sedan – Futuro sedan da Volkswagen descoberto

29 de novembro de 2009

Mais uma vez, quem lê a revista CARRO saiu na frente. Nas últimas semanas a internet foi bombardeada com fotos “espia” do que poderá ser o novo sedã médio da Volkswagen, que deve vir para brigar com Honda Civic e Toyota Corolla em 2011. Até aí tudo bem. Está certo. Mas se você for às bancas este mês, não se assuste ao ver as revistas por lá. Algumas vão tentar falar para você que o substituto do Polo Sedan, que você viu na edição de julho da revista CARRO (nº 189), é a novidade mais exclusiva do sistema solar.

Nossos concorrentes compraram as fotos. Todos fizeram as projeções. Você vai ver um pouco de tudo por aí. E isso é normal. Não dá para acertar no design de um carro assim de primeira. Ainda mais quando se está tão no escuro, com o modelo tão protegido, como só a VW sabe fazer. Em virtude disso, nas edições impressas vai ter até um carro com frente de Fox e traseira de Bora se passando por “novo médio da VW”. Seria o novo “Fora”? Ou o novo “Box”? Ou até o “Borax”?. Tem também um Polo “notchback”, quase sem traseira, entre outras formas “disformes”. Acontece…

Isso sem falar das milhares de projeções que pipocarão em sites e comunidades web afora. O melhor a fazer é guardar bem as fotos acima na sua memória (do cérebro e do computador). Ainda, até hoje, 27/11, não há fonte mais segura do que essa para o caso “sedã médio da VW”. Com a ajuda de nossos contatos na Alemanha, conseguimos chegar bem próximos do que será esse modelo, que deve chegar ao Brasil em 2011 mesmo. E pode, sim, ser produzido no Brasil, em vez de vir importado do México, país que também deve comercializar o carro.

Aí cabe a velha frase: “coitada da mosca… a acertamos de novo”.

Oficinas de Luxo

17 de novembro de 2009

Se seu terno Armani precisar de ajuste ou sua caneta Montblanc vazar, você não vai levá-los a qualquer lojinha da esquina em busca de assistência, certo? A mesma lógica se aplica a carrões como as Ferrari, Porsche ou Lamborghini que rodam pelo Brasil. Para estarem aptas a reparar modelos que facilmente custam 1,9 milhão de reais (preço de uma 599 GTB), as superoficinas são obrigadas a investir em equipamentos sofisticados que podem custar mais que alguns carros. “Procuro ter as ferramentas oficiais das marcas com as quais lido mais, como o aparelho de diagnóstico original da Porsche. Chegamos ao ponto de poder mexer na programação das centrais eletrônicas, em vez de ficar apenas no diagnóstico, como a maioria das oficinas”, diz Carlos de Pietro Souza, proprietário da Edycar, eleita pela Platinuss a responsável pela manutenção dos modelos que ela importa, como o Pagani Zonda, o carro mais caro à venda no Brasil, por 4 milhões de reais.

Enquanto os scanners comuns, mesmo os mais modernos, só apontam alguns defeitos, os aparelhos oficiais das marcas revelam todos os problemas e permitem reprogramar as centrais. Nas oficinas independentes, eles podem mudar as características do motor, privilegiando torque em vez de potência ou até aumentando a pressão de turbos. Mas nem só a eletrônica é alvo de atenção diferenciada. Num supercarro, até uma prosaica troca de disco de freio tem seu requinte. “Precisamos do sistema SD 3, original da Ferrari, para informar à central que o disco foi trocado. Quando se tem discos de cerâmica, por exemplo, eles vão acumulando resíduos, e o sistema avisa quando chegam ao limite”, afirma Mauri de Souza, chefe da oficina da Via Itália, única concessionária da Ferrari e da Maserati no Brasil.

O farol queimou? Se ele for de xenônio, xi… “O módulo eletrônico que controla o direcionamento dos fachos tem conexão com os sistemas que controlam estabilidade, altura da suspensão e ângulo de volante. Qualquer ajuste dos fachos exige aparelho de diagnóstico, manual de reparação e esquema elétrico”, diz Valter Nishimoto, diretor técnico da Frison.

O problema é que as oficinas independentes premium têm de penar para conseguir toda essa parafernália que se acha facilmente nas autorizadas, tanto pela dificuldade em encontrá-las quanto pelo preço altíssimo. “Tenho aqui um Lamborghini Tester, o sistema oficial de diagnóstico da marca. Levei dois anos para conseguir. Quando ele apareceu, precisei pagar o dobro do que uma concessionária paga”, diz Nishimoto. Questionado sobre valores, o diretor técnico da Frison não entra em detalhes, mas fontes do mercado dizem que o aparelho custa algo na casa dos 40 000 euros (100 000 reais).

O investimento alto não está só nas ferramentas originais de cada marca, mas também em outros equipamentos específicos para esses esportivos. “Como são veículos muito baixos, tive de comprar elevadores eletroidráulicos especiais. Com os elevadores normais, há o risco de estragar spoilers e caixas de ar na parte inferior do carro”, diz Nishimoto.

Para essa turma de mecânicos hi-tech, até trocar um pneu pode ser complicado. “Comprei também uma balanceadora para rodas de aro 30 e uma desmontadora de pneus especiais, de perfil baixo e run-flat [que podem rodar vazios]. Antes dela, aconteceu de a méquina comum cortar uns dois ou três pneus. E cada um custa até 5 000 reais…”, diz o diretor técnico da Frison.

O carro deu uma batidinha e precisa de um conserto fácil? Nesses carros nada é simples. “O alumínio se oxida muito facilmente e, quando em contato com aço, é atacado pelo fenômeno da corrosão galvânica. Por isso, o trabalho em peças de alumínio deve ter um boxe separado, isolado das peças de aço. E no caso da fibra de carbono é preciso aplicar um primer específico para aumentar a aderência da tinta à superfície.”

Às vezes a decisão de consertar ou trocar não depende do tipo de batida. Nas concessionárias, o mais comum é sempre a substituição de peças avariadas por outras novas. “Mas essa política de troca é excelente só para veículos novos. Para os usados, que sofrem desvalorização maior, não compensa. Um capô de alumínio amassado em um Porsche Cayenne pode custar 8 000 reais. Para um modelo 2008, o valor é relativamente baixo, mas para um 2002 a troca pesa mais”, diz Pietro Souza.

Por isso, ter peças sempre à mão, e não tão caras, é um diferencial para as independentes. Para se tornar mais competitiva, a Frison até abriu escritórios de importação de peças em Miami e na Alemanha. “Como oficina, nós ganhamos com o conserto, não com a venda das peças. Com isso, conseguimos preços mais baixos na importação. Outras oficinas têm de comprar as peças de importadores independentes, que só vivem disso”, afirma Nishimoto.

Essa logística ajuda a Frison a se antecipar às necessidades. “Quando soubemos que o Mini Clubman já estava sendo importado, trouxemos filtros de ar, de óleo, velas etc. São peças de reposição, das quais teremos boa demanda. Assim, quem nos procura pode ser atendido com agilidade. O mesmo não acontece se, por exemplo, um interruptor de vidro elétrico quebrar. Quando é esse o caso, temos de encomendar a peça.”

Pode acontecer também de o cliente ter um desejo especial para seu supercarro. Às oficinas, cabe atender. “O trabalho mais inusitado que tive foi a transformação de um Porsche 911 Cabriolet Turbo geração 996 em um Gemballa 997. Além das mudanças estéticas no motor, trocamos as duas turbinas e os intercoolers, e remapeamos a injeção para aumentar a potência para 650 cv”, diz Nishimoto.

Se as independentes estão em pé de igualdade com as autorizadas, estas oferecem outro tipo de vantagem. “Há oficinas que até têm o PIWIS, sistema de diagnóstico da Porsche, mas elas não conseguem a atualização com a mesma agilidade. Além do PIWIS, temos também o Porsche Partners Network, um site em diversas línguas que nos dá até o torque que cada parafuso do carro deve ter”, diz Fulvio Augusto Loreto, gerente de pós-vendas da Porsche no Brasil.

Além disso, o repertório das autorizadas pode incluir dispositivos raros, como microcâmeras para inspecionar o interior dos motores e torquímetros digitais que podem ser programados para dar a cada parafuso o aperto exato. A oficina da Ferrari chega ao extremo de enviar um mecânico à casa do cliente para as revisões. “Já mandamos técnicos nossos até a Belém do Pará. Consultamos o que precisava ser feito de acordo com nossos arquivos, pelo chassi do veículo, e levamos as peças e ferramentas”, afirma Luciana Cardoso, gerente administrativa da oficina da Via Itália.

Nesse universo de carros dos sonhos, até um serviço aparentemente simples pode virar uma dor de cabeça em mãos menos capacitadas. A troca de óleo de um esportivo com cárter seco, por exemplo, utiliza as mesmas ferramentas para carros comuns, mas tem procedimento bem diferente. “Se você simplesmente colocar óleo no motor, há o risco de esse óleo ir parar no coletor de admissão do carro e até de dar calão hidráulico”, diz Mauri de Souza. “Já tivemos cliente que foi completar o óleo em postos e, ao ligar o motor, saiu tanta fumama que trouxeram o veículo para cá na prancha.”

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OLHA A CONTA

Preços médios em oficina independente:
Troca de óleo de Ferrari: 1 000 (uso comum) a 1 600 reais (uso mais esportivo)
Troca de discos de freio de Lamborghini: 5 000 reais
Troca de amortecedores de Porsche Cayenne: 5 000 reais
Alinhamento e balancemento de Maserati: 450 reais
Troca de embreagem e-Gear do Lamborghini Gallardo: 27 000 reais

 

fonte: www.quatrorodas.com.br

Ao extremo com Discovery 4 e Range Rover Sport

16 de novembro de 2009

Os recursos para o fora-de-estada são cada vez mais sofisticados, os veículos mais confortáveis, bem-acabados e… caros. E a discussão sempre surge na redação: quantos vão pagar uma pequena fortuna para enfiar o carro na lama? “Só os 5% dos consumidores usam os recursos”, afirma Andy Whyman, gerente de chassi da Land Rover. Mas quantos de fato levam o veículo para a pauleira, pergunto a Phil Popham, diretor geral da Land Rover. Ele aproveita a intromissão de outra pessoa na conversa e se esquiva. Fica valendo a opinião de Whyman: “As pessoas compram porque podem usar, se precisar.”

Os executivos da Land Rover devem se embaraçar com a questão de que investem muito no desenvolvimento de carros que safam seus clientes de apuros em estradas escorregadias por conta do gelo e da neve, e pouco mais do que isso. Mas não têm medo de expor seus carros a condições duras de avaliação. E foi o que fizeram para o lançamento da linha 2010.

A estrela é o Discovery 4. A terceira geração do modelo foi um “fantástico sucesso”, garante David Saddgton, diretor de design da empresa, que por conta disso apostou na máxima de que não se mexe em time que está ganhando. Pois mexeram pouco: a lateral e as portas são as mesmas, e a dianteira ganhou do Freelander “uma cara familiar, amigável”, nas palavras de Saddgton.
O desenho da grade do “compacto” da marca está agora presente na frente e em detalhes na lateral do Discovery. O para-choque dianteiro foi invadido por uma faixa preta e ficou menos alto, o que ameniza a cara quadrada do carro. O conjunto ótico manteve o formato, mas ganhou leds circulando os faróis e as luzes traseiras.

Mudanças mais agressivas foram reservadas para os novos motores da linha. A equipe de engenharia Jaguar e Land Rover consumiu 100 milhões de libras (pouco mais de R$ 300 milhões) para desenvolver dois novos V8 (aspirado e turbo) e um diesel 3.0 V6 biturbo. Injeção direta de gasolina, redução de atritos internos e refinamento no tempo variável de abertura das válvulas são alguns dos resultados do investimento.

A potência maior de 375 cv (o 4.4 gerava 299 cv) não é a única vantagem do novo 5.0 V8 aspirado, garante a Land Rover: o motor consome até 7% menos e emite 8% menos dióxido de carbono. A fórmula de ganho de potência repete-se com o acréscimo de um compressor ao V8: agora são 510 cv com menos consumo e sujeira no ar. Já o V6 diesel passou de 2.7 a 3.0, agora com 245 cv, ganho de 29% em potência, com redução de até 10% no consumo e outros 10% na emissão de dióxido de carbono, segundo a Land Rover.

As mudanças mais visíveis, porém, são percebidas no interior do Discovery 4. As superfícies marcantemente horizontais e verticais, característica dos modelos da marca, foram suavizadas, e a queda livre do console central ganhou uma leve curva. Há novos materiais e recursos de segurança e conforto, como a partida por um botão (a chave só tem de estar por perto). Essa comodidade, aliás, agora vale para todos os modelos da marca, que também continua apontando como vantagem a oferta de sete lugares para adultos.

O Discovery 4 ganhou até auxílio para preservar a estabilidade quando está rebocando um trailer. Mas tudo o que ele pode fazer para me ajudar a não cometer uma gafe dirigindo na mão inglesa é oferecer ótima visibilidade. Então vamos para a rua, sentado ao volante do lado direito e dirigindo no que na maior parte dos países do mundo seria a contramão.

Após alguns quilômetros, a condução já é natural. As boas respostas do V8 combinadas com o câmbio automático de seis marchas ajudam muito, e as melhorias no sistema de suspensão garantem sua cota de estabilidade nas estradas estreitas e sem acostamento. Do alto de seu 1,89 metro, o Discovery 4 não mostra tendência de inclinar. Os novos freios também passaram segurança quando solicitados em situações normais.

Até as menores estradas rurais são asfaltadas na Escócia e na Inglaterra, onde a linha 2010 da Land Rover foi apresentada. Assim, a migração do bom asfalto para a terra é radical, e o até então polido jipinho começa a chafurdar na lama. É a primeira das sete ousadias que mexeriam com a determinação até do jipeiro mais desprendido com seu orçamento.

O britânico Discovery 4 não perde a pose. O seletor que permite usar a tração reduzida, ajustá-la às condições do piso e alterar a altura do veículo é acionado, e, mesmo sem pneus específicos para o fora-de-estrada, o jipe segue adiante. Arrasta-se – não por falta de força no motor, mas por prudência por causa das árvores muito próximas –, pelos sulcos abertos na lama.

 

Fonte: revistaautoesporte.globo.com